sexta-feira, 19 de junho de 2015

Após extintor, instalação de chip em veículos é adiada

Segundo o Contran, o Siniav será responsável por ajudar na prevenção, fiscalização e repressão ao furto e roubo de veículos


Depois de prorrogar o prazo para os extintores ABC, o Ministério das Cidades anunciou um novo adiamento, dessa vez para a implantação do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav), nome complicado do "chip" ou "tag" de identificação eletrônica.

A implantação do chip era para ter começado em janeiro de 2014 e a partir de 30 de junho todos os veículos da frota deveriam ter o equipamento. No entanto, a falta de definições para os Detrans e a demora para homologar fornecedores atrapalharam o progresso.

Em reunião realizada na quarta-feira (17), o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) adiou pela segunda vez a implantação do sistema no Brasil, que agora terá início em 1º de janeiro de 2016. 

O que é?
O chip de identificação é uma caixinha semelhante às do sistema de cobrança automática em pedágios, que será instalada em todos os carros, motos, caminhões, reboques e máquinas agrícolas em circulação no país.

O objetivo do governo federal com o sistema é melhorar a fiscalização e a gestão do trânsito e da frota. Na prática, o chip cria uma "placa eletrônica" para o carro, enviando informações sobre chassis, ano, modelo e placa, quando o veículo passa por antenas instaladas nas vias. Não há localização ou rastreamentos por GPS.

Este sistema é discutido desde 2006. Em 2012, a previsão era equipar todos os veículos a partir de 1º de janeiro de 2013. Com exceção de Roraima, nenhum outro estado fez licitação para os equipamentos. Ou seja, por mais que o proprietário queira, não é possível instalar o chip. 

Quem paga a conta?
A resolução 412 do Contran não determina o quanto nem quem vai arcar com os custos da instalação dos chips e dos demais equipamentos do sistema.

Apenas 2 empresas estão homologadas para fornecer equipamentos. Segundo a Seagull Tecnologia, com sede no Rio de Janeiro, cada placa eletrônica virgem custa em torno de R$ 40, sem contar gastos com infraestrutura de instalação, verificação e fiscalização.

Em São Paulo, que possui frota de 26,8 milhões de veículos, segundo o próprio Detran, o impacto seria de R$ 2,68 bilhões no primeiro ano.

Fonte: A Tribuna

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