terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Novas regras para autoescolas entram em vigor nesta segunda-feira (1º)

Exigência de aulas práticas passa de 20 para 25, cinco delas noturnas.
Regra vale para todo o Brasil. Curso também deve ficar mais caro.


A partir desta segunda-feira (1º), quem for tirar a carteira de motorista tem que preparar o bolso. O aluno vai precisar fazer mais aulas práticas e o curso deve ficar mais caro.

A regra vale para todas as autoescolas do Brasil. Para tirar a carteira de habilitação da categoria B, para dirigir carros, os alunos terão que fazer 25 aulas práticas, cinco a mais do que era exigido até a semana passada.

"Eu acho melhor porque isso influencia na hora que for fazer o exame, quanto mais aulas, melhor”, opina a vendedora Joice Júlia Roque.

"Você vai perder mais tempo para fazer a carta, mais gastos e vai ser a mesma coisa”, diz o caldeireiro Felipe Gabriel.

As aulas noturnas também passam de quatro para cinco. Já o curso teórico para condutores fica igual.

A resolução é nacional, mas está em discussão em São Paulo. O sistema do Departamento de Trânsito do estado ainda não permite que as autoescolas aumentem a carga horária das aulas práticas. O Detran afirma que é a favor de medidas para melhorar a formação dos condutores, mas acredita que eles não devem pagar mais por isso.

Os donos de autoescolas dizem que vão ter que repassar os custos com aumento das aulas. Vão cobrar mais caro pela habilitação. “Eu acredito que vai aumentar de 10% a 15%”, diz um dono de autoescola.

O problema é que quem contratar o serviço no estado de São Paulo terá que se preparar para o reajuste de preço no meio do processo.

“As autoescolas têm que informar ao aluno, candidato, que ele a qualquer momento pode ser cobrado dele mais cinco aulas obrigatórias e ele vai ter que fazer”, diz Rodrigo Paschoaloto, dono de autoescola.

O Conselho Nacional de Trânsito disse que o aumento da carga horária é obrigatório e foram aprovados para deixar o trânsito mais seguro. O Contran explicou ainda que os Detrans tiveram seis meses para se adequar à mudança. Mas não informou o que acontece com o estado que não cumprir a resolução.

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