terça-feira, 18 de novembro de 2014

Perdeu o freio? Direção ficou dura? Saiba como parar o veículo com segurança

A sensação de não conseguir apertar o pedal ou virar o volante é terrível, mas é possível parar o carro e evitar acidente sem entrar em pânico. Saiba como proceder


Não é comum, mas tanto o freio a vácuo quanto a direção, seja hidráulica, elétrica ou eletro-hidráulica, podem perder a assistência e a consequência é parecida, o endurecimento do pedal do freio e/ou do volante. Com muita força e sangue-frio é possível frear, pisando fundo, e também virar o volante. Confira as dicas que facilitam a tarefa. 

FREIO Atualmente, a maioria dos freios dos automóveis movidos a gasolina/etanol funciona com assistência a vácuo, que é gerado com o funcionamento do motor (os veículos a diesel, sem considerar os pesados, cujo freio é a ar comprimido, têm uma bombinha de vácuo). Ao pisar no freio, é aberta uma válvula que permite a atuação do vácuo sobre o óleo do freio e, por meio de uma peça chamada servofreio, a força aplicada no pedal é multiplicada, facilitando o esforço de frenagem. “Quando você pisa no pedal não está freando de imediato como antigamente. Na verdade, está enviando um sinal de que quer frear para esse dispositivo a vácuo. Se não tiver o vácuo, não adianta mandar o sinal e fica mais difícil frear”, avalia o engenheiro Francisco Satkunas, da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil).

Satkunas conta que costuma ensinar os familiares e amigos a fazer um teste para evitar o pânico numa possível falta de assistência do freio: “Você não pode apavorar. Se enfiar o pé com bastante força, dá para frear. Mas o freio fica duro como um tijolo. Para ver se vai conseguir parar, recomendo uma experiência. Vá para um local tranquilo e seguro, que tenha uma pequena rampa e fique com o motor desligado. Vire a chave sem ligar o carro e vá pisando no freio, que você vai sentir a hora que falta a assistência do vácuo. Mas, obviamente, faça a experiência em local seguro.”

REDUÇÃO O engenheiro dá duas dicas importantes que fazem parar o carro. Uma delas é ir reduzindo as marchas, gradativamente, para fazer com que a velocidade diminua e, ao mesmo tempo, provocar o vácuo com o motor em alta rotação. “Passe da quinta para a quarta, depois para a terceira, até a segunda marcha apenas, sem chegar até a primeira. Mas até lá o carro já vai ter parado, pois isso faz com que o motor fabrique vácuo”, afirma. Outra possibilidade é ir puxando o freio de estacionamento, também de forma gradativa, modulando na mão (se for puxado de uma vez o carro pode girar, fazendo “cavalo de pau”).

Se o câmbio for automático, a ideia também é ir reduzindo as marchas e, nesse caso, pode-se chegar até a primeira. Porém, o engenheiro chama a atenção para o fato de que a velocidade vai baixar bem até uns 20km/h ou 15km/h. Então, é preciso pisar bem fundo no freio ou usar o mesmo mecanismo do freio de estacionamento até o carro parar completamente.
Em quaisquer das situações ele alerta: nunca tente desligar a chave da ignição para ligar de novo! Isso pode travar o volante, levando a um acidente com morte. 

DIREÇÃO A direção hidráulica trabalha com óleo e é acionada pelo virabrequim do motor. Pode haver perda de assistência se por algum motivo o motor desligar, assim como no caso do freio a vácuo. Já a eletro-hidráulica é acionada por um motor elétrico e, nesse caso, continua funcionando se o motor do carro apagar. Mas as panes elétricas também acontecem. E a direção elétrica ou eletrônica está ligada à bateria. Nesse caso, segundo Satkunas, uma pane é bem mais rara porque existe um gerador para sustentar o funcionamento. Mas ninguém está livre.

“Antigamente, os volantes eram maiores, o que facilitava o esterçamento, já que não existiam essas assistências. Atualmente, os volantes estão cada vez menores e fica mais difícil girar em caso de perda de assistência”, lembra Satkunas. Nessa situação, o objetivo é fazer a bomba hidráulica funcionar e o raciocínio é o mesmo de ir diminuindo as marchas. O freio de estacionamento também pode ser usado (da mesma forma, de maneira gradativa), só que é mais difícil porque, com a dificuldade de virar o volante, as duas mãos terão que ficar na direção. A chave deve ficar virada na ignição para evitar que o volante trave. E o recurso é pisar no freio e tentar virar, sem entrar em pânico.

Fonte: Vrum

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