quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Passar atravessado por lombadas não preserva amortecedores

Se você nunca fez, certamente já viu alguém atravessando o carro na rua para cruzar uma lombada na intenção de “preservar os amortecedores”. Saiba que esse é mais um mito relacionado à manutenção automotiva.  A tática não só é ineficiente como pode prejudicar a suspensão do seu veículo.

Conforme a Monroe, uma das maiores fabricantes de amortecedores do mundo, passar por lombadas ou valetas com o veículo na diagonal faz com que os movimentos de torção do carro gerem forças laterais na movimentação dos componentes da suspensão e do amortecedor. Isso provoca folgas excessivas, ruídos, empenamentos e até mesmo o travamento total deles.

Por isso, sempre que você for cruzar quebra-molas, buracos ou qualquer outro obstáculo, o melhor é diminuir a velocidade e atravessar com o carro em linha reta. Outras dicas também podem ajudar na durabilidade dos amortecedores.

Uma é diminuir a velocidade quando andar em estradas esburacadas. Assim, as peças vão trabalhar com menor trepidação. Outra medida é fazer revisões periódicas a cada 10 mil quilômetros ou seis meses, dependendo do plano de manutenção do seu veículo, para avaliar se as demais peças da suspensão podem estar danificadas. Uma peça pifada na suspensão compromete as demais, entre elas os amortecedores que sofrem pressão maior. 

Durabilidade 

Outro mito é achar que os amortecedores duram somente 40 mil quilômetros. As montadoras e fábricas até recomendam a troca preventiva com essa quilometragem, mas eles podem durar mais conforme a forma de utilização e a manutenção feita na suspensão. Por exemplo, automóveis que rodam quase sempre em estradas pavimentadas e sem buracos costumam forçar menos os amortecedores. Por isso, eles podem passar dos 40 mil quilômetros. É necessário fazer testes em uma empresa especializada para checar o estado das peças.

E vale lembrar que os amortecedores devem ser trocados sempre em pares (dianteiros ou traseiros), mesmo que só um esteja com defeito.

Fonte: Terra.com.br

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