quinta-feira, 31 de outubro de 2013

“Não Foi Acidente” quer mudança nas penas dos crimes de trânsito

Um restaurante de Vila Madalena, na capital paulista, colocou manobristas fingindo-se de bêbados para estacionar os carros dos seus clientes. Nenhum cliente aceitou. Ato contínuo, os donos do restaurante mostravam aos clientes que: se eles não aceitam motorista bêbado dirigindo seus carros, isso deveria valer para eles também, quando eles são os motoristas que acabam de beber.

A história real é contada pelo líder do movimento “Não Foi Acidente”, Manuel Silvino Ferreira Fernandes, que fez palestra, hoje (quinta-feira, 31/10), no 8º Congresso Brasileiro Trânsito e Vida e 4º Internacional, no Hotel Matiz, em Salvador.

Segundo Manuel Silvino, “as pessoas precisam entender automaticamente que não se deve pegar o volante para dirigir, assim como hoje em dia já entram no carro e,automaticamente, colocam o cinto de segurança”. E foi graças a esta mistura fatídica que Manuel perdeu sua cunhada em 17 de setembro de 2011, quando Miriam Baltresca foi esmagada pelo motorista bêbado Marcos Alexandre Martins, a 150 km/h numa via que a velocidade máxima era de 70 km/h.

Flagrado no exame de sangue de alcoolemia com sete vezes a quantidade mínima de álcool que é considerada crime de trânsito. O processo se arrasta na Justiça e, por isso, familiares de Miriam criaram o movimento “Não Foi Acidente”, para conscientizar os brasileiros que “quando você bebe uma, e apenas uma dose de álcool antes de dirigir, já está assumindo o risco de matar alguém, a si próprio ou outra pessoa”.

O palestrante informou que o movimento “Não Foi Acidente” já é um sucesso e obteve um milhão de assinaturas até agora e por isso se transformou num projeto de lei da deputada Keiko Ota (PSB-SP), que está sendo relatado na Câmara Federal e que pretende aumentar a pena dos chamados crimes de trânsito, que hoje em dia não deixam ninguém na cadeia, mesmo que o motorista embriagado tenha matado uma ou várias pessoas.

A mudança será para a duração da pena, que vai passar de quatro anos no máximo para seis anos no máximo. Assim, assegura Manuel Silvino, “mesmo com todos os recursos, os culpados ficarão pelo menos um ano na cadeia, já que hoje em dia não ficam nem um dia”. 

Com informações da Assessoria de Imprensa

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