quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Trânsito em praias

O Código de Trânsito Brasileiro é aplicável nas vias terrestres abertas à circulação, ou seja, as vias públicas, que são as ruas, avenidas, logradouros públicos entre outras. O Art. 2º, Parágrafo único, do Código de Trânsito prevê que se aplicam suas regras nas praias abertas à circulação pública. Aí se coloca a questão se a utilização das praias por veículos é ou não permitida. O litoral brasileiro é muito extenso, e na região Nordeste não é tão incomum o trânsito de veículos nas praias, mas, no Sul esse fato traz controvérsias. Há que se considerar, ainda, que em determinados locais o acesso somente é possível através do mar ou mata intransitável, restando a praia como uma das opções, como ocorria há décadas atrás no próprio litoral paranaense em época que não existia rodovia unindo os diversos balneários.

Se o Código de Trânsito é expresso ao prever que suas regras são aplicáveis nas praias abertas, não há dúvidas que o trânsito não está proibido em tais lugares e que, consequentemente, quando utilizada por veículos as regras de mão de direção (pela direita), preferência, prioridade de pedestres, entre outras, há que serem observadas.

Quando a intenção é proibir o trânsito nas praias, as possíveis entradas a ela devem ser devidamente sinalizadas, pois, pelo princípio da reserva legal, caso não seja proibido expressamente esse trânsito, está permitido, reforçado pelo Art. 90 do Código de Trânsito que estabelece a não aplicação de penalidades quando a sinalização for ausente ou insuficiente. Há que se considerar a hierarquia das regras nesse caso, conforme o Art. 89 do Código, segundo o qual prevalecem primeiramente as determinações do agente, depois o sinal luminoso, a sinalização e por último as regras gerais. Se a regra geral não proíbe o trânsito, quando desejada deve ser feita por meio de sinalização. Se não houver sinalização e se deseja proibir, isso pode ser feito através de agentes que determinem a saída ou não entrada na praia. Apesar de se tratar de terreno de marinha, entendemos que é a autoridade executiva municipal a competente para regulamentar o trânsito nesses locais, uma vez que se trata de trânsito não rodoviário.

Entendemos que somente a existência de limitações físicas (calçadas, morros, florestas, guias ou meio-fios, ressalvada a questão da restinga que merece tratamento apartado) não sejam suficientes para pressupor a proibição, pois, o veículo pode alcançar a praia por outras formas que não transitando, como é o caso das motocicletas que podem ser facilmente carregadas. Não se deve esquecer que bicicletas e carros-de-mão (sorveteiro) também são veículos, só que de propulsão humana, os quais devem adotar as mesmas regras de circulação dos veículos automotores, salvo algumas peculiaridades, porém, há sinalização específica que proíbe trânsito de automotores (Placa R-10), tração animal (R-11) e bicicletas (R-12), o que nos faz concluir que se a sinalização proibir apenas automotores, não estará proibindo bicicletas, nem carroças, nem carros-de-mão. 

MARCELO JOSÉ ARAÚJO – Advogado e Presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Mobilidade da OAB/PR
marceloaraujotransito@gmail.com

Carros que dirigem sozinhos poderão reduzir 90% dos acidentes

Fora daquele conceito mega futurista típico de filmes de ficção científica, a indústria de carros autônomos está crescendo aos poucos. Empresas como Volvo, Mercedes, Nissan e até o Google já trabalham há alguns anos em projetos de veículos que dirigem sozinhos, e que devem ser lançados até o fim da década.

Contudo, os automóveis inteligentes não foram pensados apenas para facilitar a vida do motorista, mas também para reduzir o número de acidentes ao volante. Nos Estados Unidos, a chegada de carros autocondutores pode, em longo prazo, diminuir a taxa de lesões e batidas em 90%. Além disso, a economia norte-americana poderia ter um corte de US$ 450 bilhões todos os anos graças aos novos veículos.

Os dados fazem parte de um relatório do Eno Center for Transportation, como relata o TechSpot. O relatório descobriu que 40% dos acidentes fatais nos EUA foram causados por motoristas que consumiram álcool ou drogas, ou que estavam distraídos ao volante. Mesmo nos casos em que o automóvel é o responsável pelo acidente – por uma falha mecânica, por exemplo –, os condutores parecem não prestar atenção na pista, nem no excesso de velocidade.

Por outro lado, os carros que dirigem sozinhos devem evitar ocorrências devido ao sofisticado sistema com o qual são equipados, e claro, porque não são distraídos durante a viagem. No futuro, os veículos poderão detectar situações de risco e agir antes que elas aconteçam. As próprias estradas também terão tecnologia para auxiliar o automóvel com informações sobre trânsito, limite de velocidade, placas e outras regras.

O estudo ainda afirma que a adoção dos carros autocondutores vai desempenhar um papel importante na prevenção de acidentes e redução de dinheiro gasto pelos cofres públicos. Se um em cada dez carros for substituído por um veículo autônomo, por exemplo, a taxa de batidas e lesões ao volante cairia pela metade e economizaria US$ 25 bilhões ao ano.

Não se sabe quando os primeiros modelos de desses veículos chegarão ao mercado. As companhias que trabalham nessa tecnologia são muitas: Mercedes-Benz, que anunciou parceria com a Nokia, Volvo, que criou um sistema de estacionamento autônomo, Toyota e Audi, que revelaram seu protótipo na CES 2013, Nissan e o gigante das buscas Google.

“Não Foi Acidente” quer mudança nas penas dos crimes de trânsito

Um restaurante de Vila Madalena, na capital paulista, colocou manobristas fingindo-se de bêbados para estacionar os carros dos seus clientes. Nenhum cliente aceitou. Ato contínuo, os donos do restaurante mostravam aos clientes que: se eles não aceitam motorista bêbado dirigindo seus carros, isso deveria valer para eles também, quando eles são os motoristas que acabam de beber.

A história real é contada pelo líder do movimento “Não Foi Acidente”, Manuel Silvino Ferreira Fernandes, que fez palestra, hoje (quinta-feira, 31/10), no 8º Congresso Brasileiro Trânsito e Vida e 4º Internacional, no Hotel Matiz, em Salvador.

Segundo Manuel Silvino, “as pessoas precisam entender automaticamente que não se deve pegar o volante para dirigir, assim como hoje em dia já entram no carro e,automaticamente, colocam o cinto de segurança”. E foi graças a esta mistura fatídica que Manuel perdeu sua cunhada em 17 de setembro de 2011, quando Miriam Baltresca foi esmagada pelo motorista bêbado Marcos Alexandre Martins, a 150 km/h numa via que a velocidade máxima era de 70 km/h.

Flagrado no exame de sangue de alcoolemia com sete vezes a quantidade mínima de álcool que é considerada crime de trânsito. O processo se arrasta na Justiça e, por isso, familiares de Miriam criaram o movimento “Não Foi Acidente”, para conscientizar os brasileiros que “quando você bebe uma, e apenas uma dose de álcool antes de dirigir, já está assumindo o risco de matar alguém, a si próprio ou outra pessoa”.

O palestrante informou que o movimento “Não Foi Acidente” já é um sucesso e obteve um milhão de assinaturas até agora e por isso se transformou num projeto de lei da deputada Keiko Ota (PSB-SP), que está sendo relatado na Câmara Federal e que pretende aumentar a pena dos chamados crimes de trânsito, que hoje em dia não deixam ninguém na cadeia, mesmo que o motorista embriagado tenha matado uma ou várias pessoas.

A mudança será para a duração da pena, que vai passar de quatro anos no máximo para seis anos no máximo. Assim, assegura Manuel Silvino, “mesmo com todos os recursos, os culpados ficarão pelo menos um ano na cadeia, já que hoje em dia não ficam nem um dia”. 

Com informações da Assessoria de Imprensa

Obrigatório, cinto de segurança ainda não é comum no banco traseiro

O uso do cinto de segurança para condutores e passageiros de veículos é obrigatório em todo o território nacional desde 1997. Determinada pelo artigo 65 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), instituído pela Lei nº 9.503, a obrigatoriedade do uso do dispositivo possui mais de 10 anos, mas não caiu no censo comum de pessoas que utilizam o banco detrás dos automóveis.

Em enquete realizada pelo Campo Grande News, 69% dos leitores admitiram não ter a prática do uso do cinto quando estão sentadas na parte traseira do carro. Fora da internet, nas ruas, é possível verificar o mau comportamento de usuários que, em sua maioria, só utilizam o dispositivo de segurança no banco da frente.

Na teoria, a avaliação de que o cinto de segurança salva vidas é unânime. O conhecimento e a informação são obtidos por todos. Contudo, na prática, a situação é diferente.

“Eu não gosto de usar cinto porque incomoda. Às vezes me esqueço. Quando viajo, coloco com mais frequência”, disse a motorista Cristiane de Morais, 28 anos, lembrando que não orienta seus passageiros a utilizarem o cinto.

Já o empresário Ricardo Souza Lima, 37, reconhece a importância do uso do dispositivo no banco detrás, mas confessa que só manda seus passageiros usarem por temor das multas. “Só falo para usarem porque senão leva multa. É difícil, mas é só por isso. Não tenho medo de acidentes”, revela.

Para o pastor Paulo Silva, 39, usar o cinto traz mais segurança não só para o motorista, mas também para o passageiro. Mesmo assim, os três ocupantes do da parte detrás do veículo não usavam o dispositivo. “É responsabilidade nossa”, defendeu uma das jovens que estava sentada.

Acostumado a ir e vir pela cidade várias vezes durante o dia, o taxista Eduardo da Silva, 40, afirma que “às vezes” se lembra de pedir para que o passageiro utilize o cinto. “Quando os passageiros estão com pressa eu cobro”, afirma lembrando que o risco de uma batida pode ser maior.

Em alguns minutos de abordagens no cruzamento da Avenida Fernando Corrêa da Costa com a Rua 13 de Maio, a aposentada Maria Xavier, 63, foi a única passageira encontrada que utilizava o cinto de segurança no banco traseiro. “Me dá mais segurança”, contou rapidamente.

Já o vendedor Douglas Lincoln, 29, diz que determina que seus passageiros utilizem o dispositivo de segurança “tanto na cidade quanto na estrada”. “Tem gente que só usa na rodovia, mas acho que é importante em todos os lugares, até para segurança de quem está conduzindo”, opina. 

Legislação 

Deixar o condutor ou passageiro de usar o cinto de segurança do veículo, conforme previsto no artigo 65 do CTB, é infração considerada grave e passível de multa, além de medida administrativa.

De acordo com cabo Canale, da assessoria de comunicação da PRE (Polícia Rodoviária Estadual), o motorista é responsável pelos passageiros. “Se o motorista usar o freio repentinamente, o cinto evita que o corpo do passageiro seja arremessado para frente ou jogado para fora do carro”, exemplifica.

A conscientização deve ser do condutor do veículo, que “orienta os passageiros a utilizar o cinto de segurança”. O cabo ainda lembra que as chances de se evitar uma lesão grave ou fatal, em um acidente, são maiores quando se usa o dispositivo.

Pesquisa mostra que viva voz tira atenção dos motoristas

A utilização de telefone celular ou de fones de ouvidos conectados ao som do carro é uma infração de trânsito, mas o uso do viva voz automotivo é liberado e vem crescendo graças aos carros com sistema de bluetooth chamado de “hands free (mãos livres)” . O motorista, porém, precisa ter cuidado ao usar essa tecnologia.

Vários estudos demonstram como os condutores podem ser afetados pela divisão de atenção entre uma conversa de celular e a preocupação com a direção.  Uma pesquisa da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, afirma que o viva voz pode roubar ainda mais a atenção do motorista. A pedido da “American Automobile Association”, a universidade investigou os efeitos do viva voz sobre o cérebro do motorista. A incrível descoberta: é preciso muito mais da atenção para comandar o interativo sistema de voz.

Os pesquisadores afirmam que a primeira reação do condutor é esquecer de olhar pelos espelhos retrovisores e prestar atenção aos detalhes, seja a luz de freio de um carro ou a aproximação de pedestres.

“Falar ao celular utilizando as tecnologias hands free é menos arriscado, já que o condutor permanece com as duas mão no volante. Porém, o ideal é não utilizar o celular ao volante, pois mesmo no viva voz a conversa tira a atenção do motorista”, diz Alexandro Rúbio, especialista do Centro de Experimentação e Segurança Viária (CESVI Brasil).

A integração carro-celular surgiu quase que instantaneamente ao recente crescimento da nova geração de celulares. Os telefones estão integrados ao sistema de som dos carros. Em algumas montadoras, a novidade já vem instalada de fábrica. Consiste na sincronização do aparelho ao automóvel via bluetooth. Depois, acontece a amplificação do som pelos alto-falantes do carro. Apesar da permissão, Rúbio recomenda cautela.

“Como a utilização não é proibida, ao contrário do fone de ouvido, a recomendação e utilizar somente para atender ou realizar ligações de emergência”, afirma o especialista.

Fonte: Terra.com.br

Sensor de fadiga detecta cansaço a partir de 65 km/h

Recém-lançado pela Volkswagen, o Novo Golf traz uma série de itens especiais voltados para o conforto e facilidade do motorista. Dentre estes acessórios, destaque para detector de fadiga, instrumento que ajuda o motorista a evitar acidentes.

Segundo informações da Volkswagen, a função de detecção de fadiga alerta o condutor para uma perda de concentração a partir dos 65 km/h. Ele analisa parâmetros como o comportamento de direção, uso do pedal e aceleração lateral. Se o sistema interpretar que a concentração do motorista está diminuindo, ele manda um aviso visual no painel e um aviso sonoro. É tempo para fazer uma pausa. O sistema traz maior tranquilidade especialmente nas viagens longas e à noite. É ainda mais importante quando a pessoa está viajando sozinha.

Após a emissão do primeiro sinal, caso o motorista não faça a pausa em até 15 minutos, o carro emite outro aviso sonoro, até que o motorista pare e descanse. O proprietário pode consultar no manual do veículo, onde constam conselhos práticos sobre como fazer pausas eficazes. 

Segurança 

Outro opcional do Novo Golf de segurança é o sistema de monitoramento de tráfego Front Assist, que avisa o motorista sobre colisões iminentes e, quando necessário, aciona os freios. Ele utiliza um radar localizado na dianteira do veículo para monitorar a situação de trânsito à frente e ajudar a identificar antecipadamente os riscos de colisões, garantindo mais segurança ao dirigir. O Front Assist  é uma espécie de passageiro atento ao que está acontecendo ao redor do carro e com seu próprio pedal de freio. Esse dispositivo também funciona na cidade, facilitando ainda mais o trabalho do motorista.

Fonte: Terra.com.br

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Contran estabelece curso de 28h para taxista

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabeleceu novas regras para o curso de formação de taxistas em todo o País. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira, 24.

A portaria estabelece exigências de carga horária e conteúdo para as aulas dos cursos de taxista. A formação desses profissionais incluirá, a partir de agora, um mínimo de 14 horas de aulas sobre segurança dos passageiros, comportamento solidário no trânsito e atendimento a pessoas com deficiência, grávidas e idosas, entre outras condições que exigem mais atenção. Ao todo, serão 28 horas de aulas.

Serão oito horas de aulas de direção defensiva, para minimizar o risco de acidentes, duas horas para conhecimentos básicos de primeiros socorros, e quatro horas de mecânica e elétrica básica, a fim de ajudar a identificar eventuais problemas no automóvel.

A resolução estabelece que os órgãos regionais, responsáveis por emitir o registro de taxista, devem incluir as novas regras em seu conteúdo programático até dia 31 de dezembro de 2014.

Fonte: A Tarde

Proposta restabelece índice máximo de álcool permitido para dirigir veículos

Multa e perda de carteira seriam aplicadas apenas ao motorista que for flagrado com índice superior a cinco decigramas de álcool por litro de sangue.


A Câmara analisa o Projeto de Lei 5512/13, apresentado pela deputada Gorete Pereira (PR-CE), que altera os índices de álcool ingerido por motoristas para a aplicação de penalidades da chamada lei seca. A proposta também torna mais claro que as mesmas regras de prova e exames utilizadas para o caso do álcool são aplicadas para detectar o uso de substâncias entorpecentes como remédios ou drogas proibidas.

 Pela proposta, o limite da concentração sanguínea de álcool a partir do qual é aplicada a pena administrativa, que é de multa (hoje em R$ 1.915) e um ano com a carteira de motorista suspensa, passa de zero para cinco decigramas por litro de sangue, chegando próximo ao que era antes da alteração da lei em 2006: seis decigramas.

Para efeitos criminais, a proposta, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97), também passa de seis para oito decigramas de álcool no sangue o limite a partir do qual é crime dirigir.

Tratamento injusto
A deputada considera que “é injusto tratar da mesma maneira os condutores que ingerem pequena quantidade de álcool, e cuja capacidade cognitiva continua plena, e infratores visivelmente embriagados, que, de fato, representam risco à segurança do trânsito”. Ela lembra que, hoje, “do ponto de vista da penalidade administrativa, não interessa a quantidade de álcool ingerido: o infrator será punido com as mesmas penas”.

Dados do Centro Internacional para Políticas de Álcool (ICAP, na sigla em inglês), citados pela deputada, mostram que dos 90 países observados pela entidade apenas 11 adotam índice de tolerância zero. “Pelo contrário, 55 países adotam índice igual ou superior a cinco decigramas de álcool por litro de sangue como limite para aplicação de penalidades”, disse.

Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada em Plenário.

Íntegra da proposta:

'Locação' de limusines e modelos clássicos

Aquela imagem glamurosa de uma celebridade no interior de uma limusine, depois desembarcando defronte a um prestigiado evento povoa o imaginário de muita gente, e até pouco tempo atrás eram veículos só vistos pela televisão. De olho nesse público algumas empresas especializadas passaram a realizar a transformação em limusine de veículos modernos já consagrados em sua versão original. Mesmo com dimensões expressivas a capacidade de ocupantes (motorista e passageiros) não ultrapassará 9 (nove), mantendo-se classificado como automóvel e categoria ‘B’ de habilitação, pois com um ocupante a mais seria um microônibus e a categoria ‘D’ de habilitação.

Noutro segmento nós temos os veículos utilizados no caminho do matrimônio, que vão desde as modernas limusines citadas no parágrafo anterior até os clássicos, veículos antigos de um passado recente ou longínquo, que conferem um momento mágico a esse momento. Os veículos cuja fabricação data de mais de 30 anos poderão estar registrados como ‘coleção’, identificados pela famosa ‘placa preta’, e diante da possibilidade de importação de veículos com mais de 30 anos, as ruas passaram a contar com modelos adquiridos recentemente no exterior em condições excepcionais de conservação e valores acessíveis.

Nos casos acima podemos identificar algumas situações comuns, tais como o motorista ser o próprio dono do carro (no caso dos clássicos) ou pessoa de sua mais absoluta confiança, não só pelos cuidados paternos em relação ao veículo, mas também pelas peculiaridades de condução e manobras de um veículo com dimensões consideráveis.

Fizemos essa série de considerações preliminares porque tradicionalmente esse mercado se qualifica como de ‘locação’, quando as características relatadas acima nos remetem a uma contratação de ‘transporte’, como se um táxi tivesse sido contratado para realizar um certo deslocamento, origem – destino e até horário dessa prestação, diferente da locação de veículo na qual é assumida a posse do veículo o qual ficaria a plena disposição do locatário para ser conduzido pelo condutor autorizado, que não o próprio locatário. Estando caracterizado o ‘transporte remunerado’, o prestador precisaria sujeitar-se a regras do poder concedente aplicável a táxis e fretamentos, bem como o veículo deveria ser registrado na categoria ‘aluguel’ (placa vermelha).

As situações abordadas no tema de hoje parece encontrarem-se numa espécie de limbo, até protegido pela tradição e pelos costumes como é o caso do casamento, mas que entendemos merecer um aprofundamento maior do setor de locações, o qual muitas vezes sofre pelo rigor da fiscalização, especialmente em aeroportos onde os transportadores irregulares (piratas) agem captando clientela, e são as locadoras que acabam tratadas como vilãs da história.

MARCELO JOSÉ ARAÚJO – Advogado, Presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Mobilidade da OAB/PR
marceloaraujotransito@gmail.com

Calibragem e outros cuidados aumentam vida útil do pneu

Os pneus dos carros podem ter desgaste excessivo em consequência do modo de condução do motorista. Tomando alguns cuidados, porém, é possível prolongar a vida útil deles.

Veja algumas dicas para evitar que os pneus fiquem carecas mais cedo e seu bolso sofra menos. 

Arrancadas – Evite arrancada, a famosa “cantada de pneu” ao colocar o carro em movimento. Elas causam o desgaste excessivo por conta do grande atrito causado entre o chão e a borracha do pneu. Se for praticada com frequência, pode comprometer a vida útil. 

Calibragem – Além de ser importante para a economia de combustível, a calibragem correta ajuda a evitar o desgaste prematuro do pneu. Quando descalibrado, o pneu tende a se deformar por conta do peso do carro, alterando sua banda de rodagem e prejudicando algumas áreas que sofrem com a deformação. Observe a calibragem correta indicada pela montadora do seu carro. 

Buracos – Fique atento aos buracos das ruas e estradas. Dependendo do tamanho, um buraco é capaz de cortar ou fazer o pneu estourar. Outro problema causado por buracos são as bolhas. Elas podem aparecer no pneu e, dependendo do tamanho, prejudicar a banda de rodagem. 

Sobrecarga – Evite a sobrecarga no automóvel para poupar o pneu. Cada pneu tem em sua especificação, um limite de carga compatível para o transporte. Além de prejudicar os pneus, a sobrecarga afeta a direção, freios e suspensão. 

Curva em alta velocidade – Assim como a prática das arrancadas, cantar pneu na curva por conta da alta velocidade é prejudicial. O problema é parecido com o de arrancada, por conta do atrito excessivo entre o pneu e o chão, com o agravante da possibilidade de acidente. Fazer curva em alta velocidade aumenta o risco de perda de direção.

Fonte: Terra.com.br

Filtros precisam ser checados com regularidade

Fundamentais para o bom funcionamento dos automóveis, os filtros precisam estar em boas condições. Seja do ar, de cabine, do óleo ou do combustível, eles devem ser checados regularmente para proporcionar o bom desempenho. Mas você sabe quais são os principais sintomas que indicam a necessidade de substituição destas peças? André Gonçalves, consultor técnico da MANN-FILTER, dá dicas sobre o assunto.

“Fique atento se o veículo apresentar aumento repentino no consumo de combustível, pois pode estar relacionado ao filtro do ar. Se estiver muito sujo, pode provocar o aumento do consumo de combustível, pois a saturação do elemento filtrante faz com que o propulsor tenha que fazer mais força para puxar o ar”, diz Gonçalves.

Nos carros, lembra o técnico, a troca do filtro do ar deve ser realizada de acordo com recomendação do fabricante do veículo ou, no máximo, após um ano de uso.

O filtro de cabine (do ar condicionado), quando em más condições, possibilita a ocorrência de mau cheiro no interior do veículo e perda de eficiência do ar. “Isso ocorre porque o filtro de cabine tem a função de impedir o ingresso de fuligem, poeira e gases tóxicos resultantes de emissões veiculares em seu interior, garantindo a qualidade do ar para os ocupantes”, observa Gonçalves.

É possível constatar visualmente as condições dos filtros de cabine e de ar. Basta verificar a quantidade de sujeira depositada na superfície. Quando toda a área até o fundo das dobras estiver impregnada, a peça está saturada. Além disso, imperfeições na geometria das dobras, falhas na vedação e danos no papel indicam o fim da vida útil do filtro. 

Combustível e óleo 

A perda de potência do veículo também pode indicar entupimentos em filtros do combustível. Quando isso ocorre, o motor passa a puxar mais ar do que combustível e, com isso, o motorista é obrigado a acelerar mais. Além disso, filtro de combustível saturado pode provocar o entupimento dos bicos injetores e a queima da bomba de combustível.

Assim como o filtro do combustível, a principal função do filtro do óleo é impedir o ingresso de impurezas no motor. Porém, os sinais de desgaste deste filtro não são tão claros. “Recomendamos a substituição a cada troca de óleo, realizada de acordo com manual de manutenção do veículo. A não troca do filtro reduz a durabilidade do óleo novo no motor”.

Fonte: Terra.com.br

Freio motor gera economia e dá mais segurança

Se você é daqueles motoristas que reduz a velocidade do carro só pisando no pedal do freio, é bom começar a rever seu modo de dirigir. O freio motor ajuda na estabilidade do carro, preserva o sistema de freios e pode economizar combustível.

O freio motor não causa danos, como muitas pessoas pensam. O piloto de testes da Pirelli Alexandre Moro foi categórico ao afirmar que o uso ponderado do freio motor não é somente uma opção inteligente ao motorista, mas também uma forma de alegrar o bolso a longo prazo.

O freio motor é a redução da velocidade sem a utilização do pedal do freio. O simples toque do pé pelo pedal da embreagem juntamente à reduzida de uma marcha já provoca a desaceleração do automóvel.

De acordo com Alexandre, o mito do consumo excessivo de combustível pela redução de marcha não retrata a realidade. O sistema de injeção eletrônica automaticamente faz o corte da gasolina, ou etanol, no mesmo instante que ocorre a retirada do pedal do acelerador. “O consumo de combustível é relacionado ao acelerador, nunca ao desacelerador”, disse o piloto de testes. 

Segurança nas curvas 

O freio a motor também dá mais segurança nas curvas. É melhor reduzir a marcha antes de entrar na curva do que frear dentro dela. O carro jamais deve estar em ponto morto.

Além da segurança, o uso do freio a motor ajuda a aumentar a vida útil de todo o sistema de freios do carro. Aumenta, principalmente, a durabilidade das pastilhas.

Fonte: Terra.com.br

Chiado e pedal baixo podem indicar desgaste nas pastilhas

Nada mais desagradável para o motorista do que um chiado alto na hora de em que o freio do carro é acionado. Além de incômodo, o barulho pode também ser sinal de perigo. Se seu carro está parecendo um caminhão velho quando você pisa no freio, procure uma oficina especializada para realizar a manutenção correta.

Na maior parte dos casos, o barulho na freada é provocado pelo desgaste das pastilhas de freio. Elas são formadas de uma parte de ferro, onde é fixado o material de atrito, que entra em contato com o disco para iniciar a frenagem. Quando esse material de atrito é completamente consumido, resta apenas a parte de ferro, que ao entrar em contato com o disco, causa o chiado.

O ruído é um dos indicativos de necessidade de trocar as pastilhas, explica André Brezolin, engenheiro da Fras-le. Este, porém, não é o único sintoma. Falta de eficiência na hora de parar o veículo e pedal do freio baixo também indicam o desgaste. As pastilhas devem ser trocadas, lembra o engenheiro, sempre que estiverem com espessura do material de atrito abaixo de 3 milímetros.

O uso contínuo da pastilha desgastada pode causar problemas ao disco, aumentando o valor da manutenção. Ao notar alguma diferença, execute logo o serviço para evitar maiores prejuízos. A revisão do sistema de freio deve ser feita a cada 10 mil quilômetros. Na maior parte dos carros, as pastilhas e discos estão presentes somente nas rodas da frente, mas há veículos com as peças nas quatro rodas. 

Outros problemas 

Nem sempre o problema é na pastilha. Alguns carros que não possuem pastilhas nos freios traseiros podem emitir esse som devido ao desgaste das lonas de freio. Os freios a tambor das rodas traseiras usam a lona para diminuir a velocidade, assim como os discos usam as pastilhas. Após o desgaste excessivo da lona, o freio começa a chiar pelo mesmo motivo. O suporte começa a raspar no tambor e emite o irritante som.

Mas atenção, às vezes, o chiado pode ser apenas uma pegadinha. Em casos isolados, pedras podem entrar no compartimento do freio e ficar entre o disco e as pastilhas, causando um ruído durante a frenagem.

Fonte: Terra.com.br

Luz da injeção pode ficar ligada na hora da partida

Você já deve ter ouvido por aí que após virar a chave do carro é preciso esperar aquela luzinha da injeção eletrônica apagar para dar a partida. Isso é mais um mito relacionado aos automóveis. A luz, chamada de “check engine” é importante, sim, mas ela só deve ser motivo de preocupação quando permanecer ligada.

A luz que se acende ao primeiro estalo da chave com o objetivo de ligar o automóvel tem como principal objetivo verificar se o sistema está todo em ordem. Esse indicador aparece para gerar um tempo suficiente para que a bomba de combustível consiga exercer certa pressão ao combustível. O intuito é de facilitar a partida.

Mas a velocidade com que o motor do carro é ligado não está diretamente relacionada ao tempo de funcionamento da bomba de combustível. Ou seja, o fato de dar a partida não implica na parada da checagem do sistema de injeção. Mesmo com a interrupção gerada pelo start, a checagem será realizada. Até mesmo quando o motor já experimentou as primeiras rotações. 

Atenção 

Essa pequena luz torna-se problema quando não se apaga. Neste caso, é hora de dar uma passada o mais rápido possível pelo seu mecânico para apurar os possíveis defeitos.

Fonte: Terra.com.br

DETRAN esclarece a população sobre e-mail falso informando suspensão de CNH

O Órgão informa que só faz comunicados de suspensão da CNH através de correspondência via Correios. A consulta de número de pontos da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é feita por meio do site do DETRAN (www.detran.pe.gov.br) na seção “Serviços on line”. 

Desde a última quarta-feira (23) a Ouvidoria do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (DETRAN-PE) tem recebido ligações da população sobre um e-mail supostamente enviado pelo Órgão, informando da suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O DETRAN esclarece que o e-mail é falso e que o órgão não comunica suspensão de CNH via e-mail. O e-mail traz um anexo que não deve ser aberto, pois tudo indica tratar-se de um vírus. O arquivo chama-se “Extrato_multas - 799346219”.

Veja abaixo a íntegra do e-mail, que tem sido enviado pelo suposto " contato@detran.gov.br", O e-mail segue assinado como "Departamento Nacional de Transito e informa, também de forma errônea, que a sigla do Departamento Nacional é DETRAN, quando, na verdade, a sigla do Departamento Nacional é DENATRAN. Confira o conteúdo da falsa mensagem eletrônica: 

"Assunto: Entrega de sua carteira de motorista.

Por motivo de perda de 21 pontos ou mais no prazo de 12 meses, conforme extrato de multa em anexo. Informamos que sua Carteira Nacional de Habilitação se encontra suspensa em nosso sistema. Pedimos ao Sr(ª) comparecer no endereço da agência do Detran em anexo para efetuar a entrega de sua carteira de motorista no prazo de 10 dias a contar do recebimento dessa notificação.

Departamento Nacional de Transito (DETRAN)." 

Comunicados do DETRAN - O DETRAN-PE só faz comunicados de suspensão da CNH através de correspondências nominais endereçadas à residência dos usuários através dos Correios.A consulta de número de pontos da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é feita por meio do site do DETRAN (www.detran.pe.gov.br) na seção “Serviços on line”.

Fonte: DETRAN/PE

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Uso do celular no trânsito é tema da nova campanha do Governo

Desde outubro de 2010, o Brasil tem mais celulares do que pessoas. Hoje em dia, para cada 100 habitantes no país, há aproximadamente 135 celulares, e esses números se refletem em várias áreas, mas mais especificamente no trânsito.

Pensando nesse e em outros problemas, a ONU proclamou em 2011 a Década de Ação pela Segurança no Trânsito e lançou um desafio para os países: reduzir em até 50% o número de mortes no trânsito em um prazo de 10 anos.

O Governo Brasileiro respondeu esse desafio com o lançamento do PARADA – Pacto Nacional pela Redução de Acidentes. O pacto é uma série de ações para educação, capacitação, conscientização, sensibilização e promoção de mudanças de atitude no trânsito.

A campanha de Celular é um desdobramento do PARADA, e tem como objetivo diminuir o perigoso hábito de utilizar o celular no trânsito. A campanha “Parada Celular 2013” se utiliza de algumas situações de risco para retratar o quão absurdo é o hábito de usar o celular no trânsito: um açougueiro cortando carne enquanto fala ao celular; um marceneiro utilizando uma motoserra também falando ao celular; e uma médica operando um paciente atendendo ao telefone. Todas essas situações remetem ao risco de se realizar algo potencialmente perigoso prestando atenção em outra coisa. Na sequência vemos que a distração causada pelo celular no trânsito pode causar acidentes perigosíssimos, que podem ter como resultado o óbito de quem usa o celular ou de outras pessoas no trânsito.

Ao final, a campanha assina com o conceito da campanha e do PARADA: “Trânsito sem celular. Atenda a esse chamado. Seja você a mudança no trânsito”.


Veja os prejuízos do excesso de peso nos carros

Em todos os manuais de carros há indicação de peso máximo do veículo carregado. Associado à carga também está a calibragem dos pneus, valores diferentes para rodar vazio ou com lotação máxima. A orientação deve ser seguida à risca.  A desatenção a esse ponto pode causar o desgaste prematuro de pneus, freios, suspensão e óleo e elevar o consumo de combustível, diz Leandro Vanni, supervisor de Engenharia da DPaschoal.

Confira a seguir as dicas do especialista para rodar com segurança com carga total e os problemas que você pode enfrentar: 

Pneus – Com o carro cheio, os pneus precisam de mais pressão. Cada modelo traz indicação de calibragem para o veículo vazio e com carga total, limite esse que deve ser respeitado. Caso contrário, o desgaste será maior e o carro ficará com menos estabilidade. Rodar com sobrecarga danifica também a estrutura do pneu, podendo causar deformações como bolhas, o que diminui a vida útil. 

Freios – Dirigir um carro com sobrepeso vai exigir mais do freio. O sistema será submetido a um esforço maior para conseguir parar. E quanto maior a velocidade, maior a dificuldade. Esse esforço extra ocasiona o desgaste prematuro do sistema. Os principais componentes - as pastilhas, o tambor e a lona - terão seu processo de desgaste natural acelerado. 

Combustível – Ao usar o automóvel com peso extremo, o aumento do consumo será um dos primeiros sinais perceptíveis ao motorista. Para poder desempenhar a mesma velocidade de costume, o motor será mais exigido, o que resulta em maior consumo de combustível. Conforme informações da Volkswagen, a cada 100 quilos de peso o veículo consome 1 litro a mais a cada 100 quilômetros rodados. 

Suspensão – O sistema de suspensão sofre desgaste acentuado quando submetido a excesso de peso. A exigência do amortecedor para controlar o veículo carregado é maior. Componentes como as molas, por exemplo, serão submetidos a um esforço superior. O motorista pode perceber isso através de ruídos e folgas no sistema. E um problema leva a outro. A folga pode gerar também o desgaste prematuro dos pneus. 

Óleo – O aumento do consumo de óleo pode ser mais um sintoma do sobrepeso, mas talvez esse seja o menos perceptível ao motorista. Ao guiar com peso extremo, o motor do carro é mais exigido para desempenhar uma determinada velocidade e consequentemente o consumo de óleo para lubrificar o motor aumenta. Em caso de carga total frequente, revise o nível do óleo com maior frequência, pelo menos uma vez por semana. As trocas também devem ser antecipadas.

Fonte: Terra.com.br

Mal colocados, adesivos podem virar os vilões das pinturas

Moda nas pequenas e grandes cidades, o envelopamento muda a estética dos carros e também protege a pintura. Mas é preciso tomar cuidado na hora da aplicação da película. É fundamental escolher o produto correto e profissionais capacitados para não provocar desgaste na pintura.

Eduardo Zappa, gerente de produto da divisão de Gráficos Comerciais da 3M, diz que os principais pontos a serem avaliados antes de aplicar filmes autoadesivos são: qualidade da pintura (se é pintura original ou pintura refeita), lavagem e limpeza correta da lataria, além de escolher um filme adesivo adequado para cada superfície. Também é fundamental a colocação em um local adequado, longe de poeira, por exemplo, e com ferramentas específicas.

O motorista leigo, claro, não saberá avaliar todos esses itens. Por isso, é fundamental pesquisar a história do profissional que faz a aplicação, que poderá dar todas essas orientações. É recomendado conversar com motoristas que já colocaram a película na mesma empresa e que também retiraram o adesivo com sucesso.

Caso a instalação seja feita de forma incorreta, há riscos de danos na pintura. “Há possibilidade de descascar ou de ocorrer problemas no verniz. Isso acontecerá se houver riscos de estilete, ou pintura mal realizada, deixando espaços para sujeiras e possível ação da cola do filme autoadesivo”, explica Zappa. A aplicação errada do filme pode deixar resíduos de cola e causar o desbotamento da pintura. 

Validade 

Outra dica importante para o motorista é cuidar a validade da película. Elas têm prazo e precisam ser trocadas nas datas recomendadas para não danificar a pintura. Costumam durar até 10 anos.

Fonte: Terra.com.br

Mitos e verdades sobre o seguro DPVAT

O seguro compulsório para Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre - DPVAT é aquele que todo proprietário de veículo deve pagar anualmente. A cobrança é feita junto com o IPVA. E, caso o pagamento não seja efetuado, o veículo não é considerado devidamente licenciado para efeitos de fiscalização, estando o proprietário sujeito às penalidades previstas na legislação.

Qualquer vítima de acidente automotor tem direito a receber a indenização do DPVAT, inclusive o motorista e os passageiros do veículo. O pagamento independe da apuração de culpados.

Embora alguns veículos sejam isentos de IPVA, o DPVAT tem o pagamento obrigatório. A cobrança varia de acordo com a categoria do veículo: automóveis de passeio/aluguel, motos, ônibus e caminhões. Atualmente, o valor para automotores de passeio é de R$ 105,65, já considerando o custo da apólice e o IOF. Mesmo que o veículo não esteja em dia com o DPVAT ou não possa ser identificado, as vítimas ou seus beneficiários têm direito à cobertura, que são de três tipos:

  • Cobertura em caso de morte, com valor máximo de R$ 13.500,00;

  • Cobertura de Invalidez Permanente (de acordo com a gravidade das sequelas), com valor máximo de R$ 13.500,00;

  • Cobertura de reembolso por despesas hospitalares de até R$ 2.700,00 por vítima.

Para solicitar a indenização, a vítima ou beneficiário tem até três anos para dar entrada no pedido, a partir da data do acidente. Isso deve ser feito em um dos pontos relacionados no site do DPVAT (www.dpvatsegurodotransito.com.br). A lista de documentos varia de acordo com a cobertura solicitada, no entanto, dentre os básicos estão: boletim de ocorrência policial, autorização de pagamento cujo modelo se encontra no site do DPVAT e documentação da vítima do beneficiário.

É importante ainda que o consumidor fique atento e fuja dos picaretas, porque não precisa de intermediários para solicitar a indenização. Além disso, o acompanhamento do pedido pode ser feito pelo site do DPVAT ou pelo SAC (0800 022 1204). A indenização é liberada em até 30 dias depois de dada a entrada em um dos pontos de atendimento. A seguir, resumimos para vocês alguns os mitos e as verdades sobre esse seguro. 

Mitos

  • Precisa de intermediário (advogado ou corretor de seguros) para dar entrada;

  • Pode ser cancelado no licenciamento anual;

  • O valor do seguro é calculado com base no ano do veículo;

  • O valor da indenização varia de acordo com a idade do condutor;

  • O culpado pelo acidente não tem direito a receber a indenização.

Verdades

  • O pagamento do seguro DPVAT é obrigatório e anual;

  • O valor do DPVAT varia de acordo com a categoria do veículo;

  • O seguro DPVAT possui três coberturas distintas;

  • A entrada pode ser feita em até três anos após o acidente.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Rebaixar o carro pode trazer problemas

Comum entre os adeptos de personalização automotiva, a prática de rebaixar o carro pode trazer sérios problemas. O procedimento deve ser feito corretamente para evitar danos mecânicos e até gerar multa.

O sistema de suspensão do carro tem como função básica reduzir as irregularidades do solo e oferecer estabilidade durante a condução. Ao alterar este conjunto, que é exaustivamente trabalhado nas fábricas para priorizar o conforto dos passageiros, o motorista corre uma série de riscos. Ao alterar a altura, o veículo perde em conforto, transmitindo mais as irregularidades do solo.

Existem basicamente dois tipos de suspensões, as fixas e as variáveis. As variáveis são permitidas somente nos carros que saem assim de fábrica. Ou seja, elas não podem ser instaladas nos demais veículos.

Na suspensão fixa, a alteração de molas e amortecedores merece cuidado, pois o carro é fabricado para andar na altura especificada pelo fabricante. Essa alteração não é recomendada pelos fabricantes porque pode comprometer o funcionamento do veículo, causando defeitos nos amortecedores, trincas na longarina e desgaste precoce nos pneus. 

Legalização 

Mesmo não sendo recomendado pelas montadoras, o rebaixamento podia ser feito e legalizado pelo Detran. Porém, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) suspendeu por 90 dias o prazo de legalização de qualquer alteração na suspensão. A medida que entrou em vigor em 30/08/2013 impede a regularização das modificações feitas nas características originais do veículo, que antes eram permitidas. Até dezembro estão canceladas as emissões do Certificado de Segurança Veicular, documentação concedida pelo Inmetro que permite ao Detran incluir no documento do carro as alterações da estrutura.
A justificativa do departamento é de que a proibição faz parte de uma medida cautelar que “possibilitará no período de três meses estudos mais acurados a respeito do tema”.

Caso seja flagrado andando com a suspensão adulterada e sem autorização do Detran, o motorista pode ser multado. Essa irregularidade é uma infração gravíssima e resulta em sete pontos na carteira, além de multa no valor de R$ 191,54. O veículo é apreendido e vai para depósito, podendo ser retirado somente após a realização de uma série de avaliações.

Fonte: Terra.com.br

Médica investigada na Bahia é indiciada por duplo homicídio no trânsito

Delegada concluiu inquérito na sexta-feira (18) e encaminhou ao MP.
Oftalmologista deixou hospital na quinta e foi para presídio de Salvador.


Foto: G1 Bahia
A médica Kátia Vargas Pereira, investigada pela morte de dois jovens em Salvador, foi indiciada por duplo homicídio triplamente qualificado. Segundo a delegada Jussara Souza, responsável pelas investigações, o inquérito do caso foi concluído pela Polícia Civil e enviado ao Ministério Público na sexta-feira (18).

"O inquérito foi encaminhado Ministério Público, que vai ofercer a denúncia à Justiça. A partir daí vai ser iniciada a ação penal", explica a delegada.

Os irmãos Emanuel e Emanuele Dias, de 22 e 23 anos, morreram em um acidente no bairro de Ondina, orla de Salvador. A médica suspeita de provocar a batida recebeu alta do Hospital Aliança, após seis dias, e foi encaminhada para o presídio. 

Depoimento
Na quinta-feira (17), a mãe dos jovens prestou depoimento na 7ª delegacia, Rio Vermelho. Marinúbia Gomes estava acompanhada da namorada e da madrinha do filho. "Foi um depoimento difícil. Tiveram que relembrar como foi o dia e o último contato com os filhos. Eles [família] nesse momento começando a perceber que a justiça está sendo feita. Estão extremamente gratos com todos os envolvidos. Traz para eles um consolo o fato da médica estar presa", disse o advogado Daniel Keller.

Segundo o advogado da família, muitas pessoas têm ligado se oferecendo para contar o que viram sobre o caso. "Apesar de que o inquérito vai ser concluído, nada impede que a polícia continue investigando. A delegada ainda pode ouvir pessoas e acrescentar isso ao processo", afirmou. 

'Choque'
"Ela está catatônica. Está em estado de choque. Ela não tinha a mínima possibilidade de prestar depoimento. Estava aérea. Não sei se por causa dos medicamentos", afirmou o promotor do Ministério Público da Bahia, David Gallo, após a médica chegar ao presídio.

"Nossa intenção é que ela fique presa", completou, em entrevista concedida na porta do complexo penitenciário após uma "tentativa de depoimento". Segundo o promotor, a médica respondeu apenas perguntas básicas sobre ela, como nome, endereço, mas não falou a respeito da batida que matou os dois irmãos no bairro de Ondina.

O advogado da suspeita pediu respeito durante as investigações. "Infelizmente, ainda não posso falar sobre esse processo porque ele está em tramitação. A gente precisa ter respeito aos mortos, às familias dos mortos, à família da minha cliente que está sofrendo muito e à minha cliente. Ninguém pode ser tachado de culpado sem que o processo tenha terminado" afirmou o advogado Vivaldo Amaral.

O advogado dela manteve a confiança na absolvição da médica. "Não estranhe se ao final desse processo, depois de alguns anos, as pessoas que crucificaram minha cliente peçam desculpa. Fatos novos virão e eu tenho certeza que vamos reverter essa situação", conclui.

Daniel Keller, advogado da família das vítimas, afirma que confia na Justiça e na condenação da mulher. "A prisão foi o primeiro objetivo da família e hoje ela está presa. A expectativa é que ela continue presa enquanto aguarda julgamento. Acreditamos na Justiça, no Poder Judiciário", diz. A delegada Jussara Souza não falou com a imprensa. 

Acidente
Segundo testemunhas, na manhã da sexta-feira (11), a médica jogou o carro, em alta velocidade e de forma proposital, em  direção dos irmãos que estavam trafegando de moto pela Avenida Oceânica. Antes da batida, a motorista teria se desentendido com o jovem que guiava a motocicleta, por causa de uma "fechada" que a motorista teria dado no rapaz.

Fonte: G1 Bahia

Dirigir com para-brisa trincado pode resultar em multa

Muitos motoristas ignoram, mas aquele trincado no para-brisa, além de incomodo, é ilegal. Por prejudicar a visibilidade e poder afetar a segurança dos passageiros, dirigir com o vidro danificado é considerado uma infração grave, que pode acarretar em multa de R$ 127,69, cinco pontos na CNH e apreensão do veículo até a resolução do problema.

A resolução 216 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) fixa exigências sobre condições de segurança e visibilidade dos condutores em para-brisa. A área de atuação dos limpadores de para-brisa é o local em que não se devem ter trincas. Qualquer espécie de danificação nesta localidade está sujeita a multa.

De acordo com a empresa Carglass, especializada na troca e reparo de vidros automotivos, o dano quase sempre é causado por pedras, geralmente após algum tempo na estrada atrás de veículos pesados. E fique atento. A rachadura pode acontecer em um local não muito visível e ir se alastrando até essa área fundamental para a visão durante a condução.

Para danos pequenos, a empresa oferece um serviço de recuperação do vidro, caso a trinca não seja maior que uma moeda de 1 real ou aproximadamente três centímetros, reduzindo o custo de uma troca total da peça e acabando com o risco de multa e pontuação na carteira. 

Dica: isole a trinca 

Uma solução temporária em caso de uma trinca no vidro é isolar o local para evitar a infiltração de sujeiras e outros componentes que podem fazer com que o problema se alastre, impossibilitando a recuperação e exigindo a troca completa.

Fonte: Terra.com.br

Correias do carro têm função e prazos de troca

Você já deve ter reparado que no compartimento do motor do seu carro há várias correias. O difícil é saber qual a função delas e os prazos de manutenção.

Veja, abaixo, a relação das principais correias e os cuidados que o motorista deve tomar na hora da manutenção. 

Dentada – A correia dentada é a mais conhecida e a mais importante para o veículo. Ela liga o eixo-comando de válvulas ao virabrequim do motor, sincronizando-os e fazendo com que as válvulas de admissão e de escapamento se abram e fechem no momento exato. Se ela arrebentar, o carro não funciona mais. E em caso de rompimento com o motor em funcionamento há risco de danificar peças do motor. Recomenda-se a revisão do conjunto de seis em seis meses ou a cada 10 mil quilômetros. A troca depende do estado da correia durante a revisão, porém não deve passar de 60 mil quilômetros. 

Alternador – A principal função da correia do alternador é ser responsável por colocar o alternador em atividade, peça que é responsável por gerar a energia para a bateria do carro. Se ela arrebenta, a bateria não irá carregar e, em breve, o veículo irá parar de funcionar. Recomenda-se a revisão a cada 10 mil quilômetros e troca no máximo em 20 mil quilômetros. 

Ar condicionado – A correia do ar condicionado é responsável por colocar o compressor do sistema em funcionamento. Ela é ligada ao motor do carro. Ao acionar o interruptor do ar dentro do veículo, a correia entra em funcionamento, possibilitando a diminuição na temperatura da cabine. O rompimento dela deixará o veículo sem ar. Recomenda-se a troca a cada 50 mil quilômetros. 

Direção hidráulica – A correia da direção hidráulica trabalha de forma a acionar a bomba hidráulica que envia o fluido para a caixa de direção, diminuindo o peso do volante nas manobras. A revisão deve ser feita aos 10 mil quilômetros e a troca não deve passar dos 20 mil quilômetros. O rompimento da correia não chega a trazer riscos ao carro porque a direção funciona normalmente, porém fica mais pesada.

Fonte: Terra.com.br

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Pedestres comuns e especiais

A finalidade principal da legislação de trânsito, além de disciplinar o uso das vias abertas à circulação, é a preservação da vida, e na relação de trânsito o ser humano é a parte mais frágil, especialmente na condição de pedestre. Dessa forma as regras de circulação sempre se direcionam com o objetivo principal de dar prioridade e preferência ao pedestre, porém sem fazer distinção de qual é a condição que esse pedestre se encontra, porém no Capitulo das Infrações o Art. 214, inc. III prevê que se constitui em infração gravíssima deixar de dar preferência a pedestres e a veículos não motorizados – portadores de deficiência física, crianças, idosos e gestantes.

A primeira questão que se coloca é que os condutores de veículos, mesmo não motorizados, não são tratados como pedestres, e devem seguir as mesmas regras de qualquer outro condutor de veículo motorizado ou não, tal como mão de direção, obediência à sinalização, etc., enquanto que o citado dispositivo faz crer que há um tratamento especial aos condutores de veículos não motorizados.

Outra questão é saber diferenciar os pedestres com deficiência física, crianças, idosos e gestantes dos demais pedestres ‘comuns’. A criançada de hoje tem estatura maior que muito adulto e literalmente parecem ‘gente grande’. Considerar alguém idoso apenas pela complexão física ou aparência é um grande risco especialmente quando se trata de figuras conhecidas como Abílio Diniz do Pão de Açúcar, garotão sexagenário, maratonista e triathleta, ou de Bruna Lombardi... Gestantes pode ser um risco maior ainda, até porque há ‘gestantes’ esbeltas e com gestação imperceptível por vários meses, como há mulheres não gestantes que aparentam estar, que o digam as pessoas que perderam a oportunidade de ficarem caladas e já perguntaram para quando é a criança. Quanto à deficiência física não deixa de merecer cautela até para que se saiba a extensão dessa deficiência e o que ela atinge, se são os membros locomotores, a audição, a visão ou qualquer outra. Logicamente que como sempre a intenção do legislador foi a melhor possível, além de louvável lembrança, porém não deixou de criar uma celeuma aos operadores da Lei, especialmente para os agentes de fiscalização que ficaram encarregados de fazer essa seleção e valoração, além de pressupor qual seria a condição do condutor autuado de fazer essa mesma seleção e valoração entre o ‘pedestre comum’ e o ‘especial’.

MARCELO JOSÉ ARAÚJO – Advogado e Presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Mobilidade da OAB/PR
marceloaraujotransito@gmail.com