quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Lavagem do motor pode estragar componentes eletrônicos

Diferentemente do que ocorria nos carros antigos, a prática de lavar o motor deve ser evitada. Nos automóveis modernos há muita eletrônica embarcada. E não precisa ser engenheiro para saber que água e eletrônica não combinam.

Ao contrário dos carros antigos, que só tinham o distribuidor e o carburador que necessitavam de proteção para a lavagem, os veículos atuais são equipados com injeção eletrônica e outros periféricos. Esses componentes são sensíveis à água. O isolamento dessas partes é muito complicado e, portanto, lavar o motor não é recomendável pelas montadoras.

Professor e engenheiro da Escola Politética da USP (Poli-USP), Marcelo Alves explica que a mania dos motoristas de verem o motor sempre limpo muitas vezes pode trazer problemas. “Brasileiro tem a prática de cuidar muito bem do carro. Alguns pensam que deixar o motor sempre com aspecto limpo é um sinal de cuidado. Isso pode trazer complicações. Muitos componentes eletrônicos se encontram no compartimento do motor e podem dar problema ao entrar em contato com a água”.

Por isso, o carro pode não ligar novamente após a lavagem. O maior risco é estragar algum componente do sistema de ignição eletrônica.

Marcelo diz ainda que o motor é projetado para trabalhar mesmo com sujeira. “Durante o projeto do motor, os engenheiros já pensam nesse assunto. O motor é feito para trabalhar daquela maneira. Muitas vezes a sujeira serve até como uma forma proteção”, completou o professor.

Se for extremamente necessário lavar o motor do carro, é preciso tomar alguns cuidados. Veja as orientações que estão nos manuais dos carros Volkswagem: não lave o motor quente; a lavagem só deve ser feita com a ignição desligada; não direcione jatos de água no revestimento da tampa do compartimento do motor; não dirija o jato diretamente sobre componentes elétricos (bateria, alternador, sistema de ignição e etc); proteja o reservatório de fluido de freio para evitar a contaminação por água.

Fonte: Terra.com.br

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