quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Júri condena motorista bêbado que matou mãe e filho no trânsito

O Tribunal do Júri condenou na última terça-feira, 10, Everaldo Farias da Silva, a 13 anos de prisão por duplo homicídio e tripla lesão corporal. Conforme a acusação do Ministério Público, e com base nas provas colhidas nos autos, o réu conduzia um Golf, embriagado e de forma anormal, quando invadiu a contramão e colidiu de frente com o carro ocupado pelas vítimas.

A colisão provocou a morte de Hérika Pietrina Câmara Viana e seu filho, Davi Lucas Câmara de Souza, 1 ano, e ainda, lesões corporais graves em outras três vítimas. O fato ocorreu em maio de 2005, por volta das 23h, na BR–174, próximo ao Distrito Industrial.

Everaldo Farias da Silva foi condenado por duplo homicídio e tripla lesão corporal dolosa, com base no Código Penal Brasileiro.

Desde o início deste ano, esta é a segunda condenação por homicídio doloso, cometido por pessoas que dirigiam de forma perigosa e alcoolizadas no trânsito.

No mês de junho, o Tribunal do Júri também acolheu o pedido do MPRR e condenou Ozandolu da Silva a 18 anos e oito meses de reclusão pela morte de duas freiras. Nos dois casos, os jurados decidiram que os réus assumiram o risco de matar as vítimas, incorrendo em dolo eventual.

O promotor de justiça, Marco Antônio, considera as condenações um avanço, na medida em que demonstram uma mudança na aplicação da lei. “A punição para quem mata no trânsito não mais está se limitando ao pagamento de cestas básicas”, disse.

Conforme o promotor, que promoveu a acusação, apesar das campanhas de conscientização alertando sobre os perigos do álcool ao volante, algumas pessoas insistem em descumprir a legislação de trânsito, o que tem causado muitas mortes, devendo, portanto, serem responsabilizadas por seus atos mais rigorosamente.

“A sociedade não aceita mais esse desleixo com a vida de inocentes, ao decidir em julgamentos recentes, que quem mata no trânsito ao dirigir embriagado e de forma anormal deve ser punido por homicídio doloso” alerta.

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