sexta-feira, 8 de junho de 2012

Saiba o que fazer e para quem telefonar depois de uma colisão no trânsito

Infelizmente, todos estão sujeitos a serem vítimas de acidentes, seja devido à irresponsabilidade de outro motorista ou mesmo à falta de atenção na direção. Mas muitos não sabem quais são seus direitos e deveres quando acontece um sinistro. Retirar o carro da via ou deixá-lo no local da colisão? Ligar para quem primeiro, para o seguro ou a para polícia? O Vrum tira essas e outras dúvidas para que os transtornos na hora do acidente sejam minimizados.

Há dois tipos de acidente: o com vítima e o sem vítima. O segundo caso é mais simples de resolver. O que nem todos fazem, mas é o procedimento correto, é retirar o veículo da via para que não aconteça outro acidente ou cause engarrafamento. Desfazer a cena do acidente, retirando os veículos da posição original do ocorrido, é sempre complicado. O motorista, principalmente o que sofre a batida, quer mostrar à polícia que ele estava certo. “É bom tirar uma foto do acidente, com um celular ou câmera, apenas por precaução. Quando algum agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) chegar, irá estudar a cena e saber quem foi o culpado, além de registrar um Boletim de Ocorrência”, fala Eder Rommel, assessor da PRF.

De acordo com o artigo 178 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), não retirar o veículo da estrada ou rua em um acidente sem vítimas, além de multa de R$ 85,13, o motorista que desobedecer a lei também tem 4 pontos adicionados na CNH.

Porém, tudo isso muda quando o acidente possui alguma vítima. O correto agora é não retirar o veículo do local do acidente, pois a partir dali os peritos irão examinar a cena para saber quem é o culpado. O gerente de operações de trânsito da CTTU, Wagner Rodrigues, explica que acidente com vítimas são aqueles em que qualquer pessoa se machuca. “Pode ter acontecido apenas arranhões, ou mesmo uma morte, se os ocupantes dos veículos se ferirem devem chamar o Samu e fazer um Boletim de Ocorrência com a polícia”, explica Wagner.

Com o aposentado Salomão de Andrade, o acidente não teve vítima, mas o carro dele sofreu perda total. “Eu estava dirigindo de madrugada e tinha um carro na minha frente. Em um sinal de pedestres, ele freiou de repente e acabou ocorrendo a colisão”, fala. “Eu conversei com o motorista, disse que meu seguro cobriria os danos do carro dele. Chamamos a CTTU para fazer o Boletim de Ocorrência e fomos liberados”.

Conversar com calma é sempre a melhor opção depois de um acidente. Como no caso do representante comercial André Nakamura, que também colidiu na traseira de outro carro. “Nem foi preciso acionar a CTTU nem o seguro. Eu paguei o conserto do carro dele e tudo foi resolvido”, diz André.

Mas há quem ache que algumas seguradoras exijam deixar o carro no local do acidente. Para o corretor de seguros Gilberto Andrade, nenhuma empresa de seguros impede a retirada do veículo. “O que algumas seguradoras exigem é um BO para comprovar o ocorrido e até para resguardar juridicamente a vítima”, fala Gilberto.

DPVAT

Mas, em caso de acidentes com vítimas, há um direito de todos os cidadãos brasileiros, motoristas ou não. É o seguro DPVAT. Com ele, custos com médicos, exames, ou mesmo no caso de invalidez e até mortes, o seguro irá ressarcir a vítima ou a família dela. Para o acidentado conseguir o benefício, ele pode ir a qualquer seguradora para dar entrada no processo. “Não precisa de intermediário, a própria vítima entra com os documentos, o Boletim de Ocorrência e todas as notas fiscais de gastos com a saúde, para cobrir apenas as despesas médicas, e demais documentos nos outros casos”, explica Érica Araújo, gerente do setor DPVAT da EDR Inspeções e Sinistros.

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O que fazer em caso de acidente:


SEM vítimas
1. Retire o carro da via;
2. Se o acidente for em uma estrada federal (BR), contactar a Polícia Rodoviária (PRF). Caso o sinistro seja na cidade, ligar para a CTTU (no Recife) ou os responsáveis pelo trânsito da cidade;
3. Fazer um Boletim de Ocorrência.

COM vítimas
1. Não retire o carro da via;
2. Chame o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a PRF, na BR, ou o órgão de trânsito, se for na cidade.
3. Se o acidente for “criminoso”, o motorista estiver embriagado, drogado, por exemplo, a polícia poderá autuar o causador do acidente, que será preso e terá o carro apreendido.

DPVAT
Despesas médicas: até R$ 2.700 - BO + notas fiscais
Invalidez permanente: até R$ 13.500 - BO + Laudo do IML
Morte: R$ 13.500 - BO + Laudo do IML

Telefone úteis:

PRF - 191
Samu - 192
CTTU - 0800.081.1076

Fonte: Vrum

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